Carnival around Terceira island

Today I'm giving free rein to my Carnival references and highlighting my maternal grandfather - it's curious how grandparents occupy an important place in our memory construction.

A few years ago Grandfather Orlandino wrote and shared a thesis on Terceira Tourism Development -  Grandpa deserves a post just for him, it will come out, but until then let's go to the island’s Carnival and my personal heritage stories.

According to him and other illustrious figures, part of this development involves investing in our Carnival, a bigger celebration, that more than a show, it’s an anchor in Terceira's cultural identity (Mendes, Orlandino, 2012; Costa, Miguel Rosa, 2012; Costa, Antonieta, 2013 in Diário Insular).

There is Carnival on all of the nine islands of the Azores, but the dances or “bailinhos” of Terceira are a unique attraction, or as the grandfather says, the homegrown talent. What the tourist wants, he emphasizes, is joy and to come across our “terceirices”, to see and hear a “bailinho” and be moved by its color, beauty, authenticity, joy and charm. It is the power of the whole, of the show itself, that invades our left side of the body and makes our hearts vibrate. The grandfather argues that, regardless of whether the people who visit us understand the language and the plots, it’s “gaitaria pa riba!” meaning roaring laugh.

But what is a “bailinho”? It's amateur theater, it's music and rhyme and everything Grandpa wrote. This year there are almost 60 “bailinhos” and the halls are filled with people and they are in spirits, applauding, laughing, commenting, enjoying the seasonal sweets, a “bifana” or a “morcelinha” and the hours pass as if nothing was. It's impressive, the whole island leaves home and it doesn't matter if it's raining, cold or stormy.

This is the Carnival on Terceira Island, no matter whether in Angra do Heroísmo or in the city of Praia da Vitória.

3barra9 Heritage Stories, let’s go for a walking tour?

photography by Susana Gomes

photography by Susana Gomes

Hoje dou corda às minhas referências carnavalescas e destaco o meu avô materno - é tão engraçado como quase sempre os avós ocupam um lugar importante na construção da nossa memória.

Há já alguns anos o avô Orlandino escreveu e partilhou uma tese sobre o Desenvolvimento do Turismo na Terceira - o avô merece um post só para ele, sairá, mas até lá vamos ao Carnaval da ilha e às minhas heritage stories pessoais.

Segundo o avô e outros ilustres, parte desse desenvolvimento passa pela aposta no nosso Carnaval, uma festa maior, que mais do que um espetáculo próprio da época é uma âncora na identidade cultural terceirense (Mendes, Orlandino, 2012; Costa, Miguel Rosa,  2012; Costa, Antonieta, 2013 in Diário Insular).

Em todas as nove ilhas dos Açores há Carnaval, mas danças ou bailinhos da Terceira são um atrativo ímpar, ou como diz o avô “a prata da casa”. O que o turista quer, reforça, é alegria e deparar-se com as nossas “terceirices”, ver e ouvir um bailinho e emocionar-se com a sua cor, beleza, autenticidade, alegria e charme. É a força do todo, do espetáculo em si, que invade o nosso lado esquerdo do corpo e faz vibrar o coração. O avô defende que, independentemente das pessoas que nos visitam compreenderem a língua e os enredos, “é gaitaria pa riba!”.

Mas o que é um bailinho? É teatro amador, é música e rima2 e tudo o que o avô escreveu. Este ano são quase 60 bailinhos e os salões enchem-se de gente e as pessoas estão bem dispostas, aplaudem, riem, comentam, deliciam-se com os doces da época, com uma bifana ou uma morcelinha e as horas passam como se nada fosse. É impressionante, a ilha toda sai de casa e não importa se está a chover, se faz frio ou um temporal.

Este é o Carnaval da ilha Terceira.

photography by Hagna Dutra

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